Amados e amadas, hoje, em oração, senti a necessidade de dirigir-me a vocês, especialmente aos Filhos e Filhas da Misericórdia, minha única herança nesse mundo, para dizer-lhes algumas palavras de ânimo e encorajamento, nesses tempos tão difíceis:

1- Deve ressoar constantemente aos nossos ouvidos e fecundar nossos corações, as palavras de Jesus: ”Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura”(Mc 16,15). Esse mandamento do Senhor não é um dever imperativo que compete exclusivamente à hierarquia da Igreja, mas a todo batizado que deve empenhar-se no anúncio da integridade da Palavra, ”quer agrade ou desagrade”, no desejo profundo de fazer chegar aos que não crêem a verdade da fé católica, nossa riqueza e certeza do que há de vir. ⁣

2- Assim, qualquer fiel, ainda mais se for sacerdote, tem de sentir-se devedor do Evangelho para com todos e, por conseguinte, obrigado a fazer-se servo de todos por amor, livre das ideologias enganadoras do mundo.⁣

3- Desse modo, em meio a tantas dificuldades que se nos apresentam, compete-nos resistir com bravura apostólica ao materialismo ateu, dentro e fora da Igreja. ⁣

4- Nosso programa deve ser, como nos ensina São Paulo: ”Tudo faço pelo Evangelho” (lCor 9,19-22), pelo Evangelho integral, genuíno, tal como o Senhor Jesus o anunciou, sem que ninguém queira tirar uma só letra do que foi por Ele dito.⁣

5- A dimensão ecumênica, preconizada pelo Concilio Vaticano II, proposta de respeito mútua com os que não professam a fé católica, não deve traduzir-se em atenuação, em diminuição das verdades de nossa fé. Nosso diálogo com as outras religiões não pode ser uma fraqueza em relação aos fundamentos de nossa fé, antes deve ser um esforço de respeito aos diferentes, no amor de Cristo… Neste sentido, a prudência poderá exigir uma exposição gradativa e adaptada às diversas mentalidades e culturas, mas deve ficar intacta a fidelidade à Igreja Una, Santa e Católica, nossa Mãe e Mestra, assim nos ensina o Sacro Concílio Vaticano II.

  • Padre Adilson Simões
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