FIDELIDADE A JESUS

”Amados e amadas, a fidelidade a Jesus Cristo é um ato pessoal que envolve todo o nosso ser, do ponto de vista emocional, intelectual, político, afetivo e religioso, sem meias palavras, nem persuasivos discursos erráticos, mas, humildemente, com coragem e determinação apostólica e plenamente, isto é, na totalidade irrestrita do nosso ser.
A este respeito, Ele bem o disse: “quem quer ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16,24). Portanto, segundo o que está escrito em Mateus, não é possível, por amor a Ele e à sua Palavra, se pensar em poder servir a dois senhores.

Hoje, lamentavelmente, o que mais vemos, dentro e fora da Igreja, é a hipocrisia de muita gente que se diz cristã e, na vida particular ou pública, trai a doutrina recebida dos apóstolos, ensinada pelo Magistério e testemunhada pelos Santos Confessores, cujas vidas falam mais alto do que os discursos ideológicos do materialismo ateu, doutrina, esta, perversa ao que a história no-lo diz no sangue dos mártires de ontem e de hoje…
Sim, o seguimento de Jesus exige que o discípulo tenha a coragem do Mestre, denunciando tudo quanto se opõe a Ele, em todas as doutrinas contrárias ao Reino de Deus e à sua justiça, em prol da vida plena para todo o ser humano, inclusive, independente de raça, cultura, gênero, religião ou nacionalidade; pois Ele veio para que todos tenham vida e vida em abundância (Jo 10,10).

Ao longo de minha vida sacerdotal, eu, cheio de falhas (e como agradeço a Deus quando alguém me corrige), sempre carreguei comigo, qual fogo ardente no meu coração, o desejo de ter, como nos ensina São Paulo, os olhos fixos em Jesus e de pregar o seu Evangelho, “quer agrade ou desagrade”, com o firme propósito de construir vidas saudáveis e salvar almas, sem dar importância às críticas dos que ainda não chegaram à maturidade da renovação espiritual pela transformação de suas mentes, no Senhor Ressuscitado, Alfa e Ômega, princípio e fim do tempo e da história humana.
Com firme decisão, faço minhas as palavras do Apóstolo dos Gentios, quando na sua carta aos Filipenses, capítulo 3º, versículos 8, 12, me ensina “Por Ele tudo desprezei e tenho em conta de esterco tudo que passou a fim de ganhar Cristo e estar com Ele. Não com minha justiça, mas com a justiça que se obtém pela fé. Anseio pelo conhecimento de Cristo e pelo poder de sua ressurreição, pela participação em seu sofrimento, tornando-me semelhante a Ele na morte, com a esperança de conseguir a ressureição dentre os mortos… Não pretendo dizer que já alcancei esta meta e que cheguei à perfeição. Não! Mas, eu me empenho em conquista-las.”

Aproveito a oportunidade para desejar-lhes uma santa quaresma, em que devemos fazer penitência, isto é, renunciar a nós mesmos, fazendo morrer dentro de nós tudo quanto se opõe à vontade de Deus, em vista da celebração Pascal, na vida nova do Ressuscitado, Jesus Cristo, nosso Senhor e único Salvador, porque seguremos a Ele e não aos homens.”

Att., Padre Adilson Simões
f u n d a d o r.

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